• EDIFÍCIO DA SEDE


    Vista frontal das novas instalações da sede da Junta de Freguesia de Adaúfe, inaugurada em 12 de Setembro de 2009.


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  • EDIFÍCIO DA SEDE

     

    Vista nocturna com iluminação, das novas instalações da sede da Junta de Freguesia de Adaúfe, inaugurada em 12 de Setembro de 2009.

  • EDIFÍCIO DA SEDE


    Vista frontal das novas instalações da sede da Junta de Freguesia de Adaúfe, inaugurada em 12 de Setembro de 2009.
  • EDIFÍCIO DA SEDE

     

    Vista traseira das novas instalações da sede da Junta de Freguesia de Adaúfe, inaugurada em 12 de Setembro de 2009.

  • RANCHO FOLCLÓRICO

     

    Actuação do Rancho Folclórico de Adaúfe, no dia da inauguração da requalificação do Campo de Jogos Horácio Azevedo Campos, pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Braga, Engº Mesquita Machado, em 12 de Setembro de 2009.

  • PARQUE DE FITNESS

     

    Inaugurado pelo Exmo. Sr. Engº Francisco Soares Mesquita Machado, Presidente da Câmara Municipal de Braga, no dia 12 de Setembro de 2009.

  • PARQUE INFANTIL DA MOTA

    PARQUE INFANTIL DA RUA D. JOSÉ DE BRAGANÇA

     

    Inaugurados pelo Exmo. Sr. Engº Francisco Soares Mesquita Machado, Presidente da Câmara Municipal de Braga, no dia 12 de Setembro de 2009.

  • VIAS DE COMUNICAÇÃO

     

    Adaúfe tem 10.16km2 de área com 4880 habitantes 1620 fogos. A rua da calçada romana foi recentemente classificada pelo I.P.A.R. Património Nacional. Adaúfe e servida por três vias de comunicação, sendo a principal a E.R. 205-4 que atravessa a freguesia.

  • IGREJA MATRIZ

     

    Orgão de tubos que se encontra no interior da Igreja Matriz.Vista parcial do altar.

  • MOINHOS DAPRAIA FLUVIAL

    Os Moinhos da praia fluvial de Adaúfe fazem parte do património que engloba toda a zona.

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  • PRAIA FLUVIAL E ENGENHO


    Classificada pela Revista “Deco/Proteste”, com a classificação máxima: Muito Bom, que analisou a qualidade da água, limpeza do espaço e informação ao utente.O Engenho da Praia Fluvial, faz parte do Património Cultural Edificado.
  • CALÇADA ROMANA


    A rua da calçada romana foi recentemente classificada pelo I.P.A.R. Património Nacional.

História

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Algumas notas para a História de Adaúfe



«« Esta ( ADAÚFE) em um valle muito viçoso, onde há todo o género de cousa» - 1548 BARROS, João
Geografia d’« entre Douro e Minho e Trás-os-Montes
Biblioteca Pública Municipal do Porto, 1919, pág.70

Alguns dados da nossa terra...

Parece-me importante adiantar desde já que a freguesia é o resultado da relação entre a Igreja mãe ou matriz e os seus fregueses ou seja o factor religioso condiciona toda a vida comunitária nos seus múltiplos aspectos.
Quanto à origem do povoamento convirá registar-se que os vestígios toponímicos nos conduzem a tempos recuados, muito antes mesmo, da chegada dos romanos à Península Ibérica no séc.II a.C.
Enquanto os povos germânicos chegaram à nossa região do séc II, os Muçulmanos chegaram nos inícios do VII: estas civilizações, Romana, Germânica e Muçulmana vão marcar decisivamente, a todos os níveis, as regiões onde se instalam.

Quanto à origem do nome à pelo menos duas hipóteses a registar.

1. ADALFE, que viria a dar ADUFE, instrumento musical de origem árabe.
2. ATHAULUS » ATHAL (NOBRE de origem Germânica) + WULF (LOBO)

A segunda hipótese parece reunir maior consenso. A ligação da actual área da freguesia à Sé de Braga está mais que comprovado. Sabe-se que existiu mesmo um Bispo em Braga (832) de nome ATAULFO (hoje ADOLFO).

A influencia Germânica em Braga e região é por demais evidente:
«Braga, a cidade mais importante Gallaecia, foi capital do reino dos Suevos»

Segundo António de Sousa Araújo, o nome teria surgido entre 416 (invasões germânicas) e 959 (data de mais antiga referência documental) ou seja ainda antes da fundação da nacionalidade.
Mesmo em tempos religiosos a sua importância e grandiosidade são de registar: em finais do séc. XI havia na área de Adaúfe as seguintes Igrejas: Igreja do Mosteiro de Adaúfe. Igreja de St.º André do Pinheiro ou Vale. Igreja de S. Salvador de Adaúfe. Igreja de S. João. Igreja de St.ª Cristina de Aldianes. Igreja de St.ª Marinha da Riba Cávado, ou da Ribeira.
A Grandeza do Mosteiro Beneditino comprova-se pelo número de casais (110) dentro da área do centro de Braga, no qual só era ultrapassada pela Sé (128) estando mesmo à frente do célebre Mosteiro de Tibães.
Ao declínio da Igreja de Braga, não ficou Adaúfe alheia: o Mosteiro foi extinto em 1452 e nos inícios do séc. XVI o rei D. Manuel alcançou-o para a ordem de Cristo. Mais próximo de nós no tempo existem referências ás invasões francesas onde no dia 20 de Março de 1809 terão morrido 27 homens na Serra do Carvalho e onde em 1846 o Padre Casimiro estava aquartelado «junto à Egreja na casa dos Goios que ficava nas fraldas do monte das Sete Fontes».
Vários historiadores comungam desta tese, entre eles o franciscano António Sousa Araújo, que recentemente publicou um artigo sobre «Adaúfe, as paróquias e o mosteiro» na revista Bracara Augusta. 

O território ocupado pela actual freguesia de Adaúfe terá conhecido uma ocupação humana, desde os remotíssimos tempos da pré-história, apesar de não se conhecerem, hoje, vestígios factuais desse passado, iniciado na bruma dos tempos. 
Sobre as terras de Adaúfe, as suas gentes, desenvolveram desde os primórdios uma ocupação laboral desenvolvida quase exclusivamente em torno da agricultura, actividade que ainda hoje, apesar das grandes transformações provocadas por um processo de desenvolvimento crescente, marca a paisagem desta terra verdejante e de fartas águas que se espraia desde os macoços granitos de Montariol até ao Cávado. 
Sendo a agricultura uma actividade historicamente marcante do perfil de Adaúfe, importa também não esquecer e referir o seu riquíssimo passado religioso. De facto, se “velha” é a Sé de Braga, mais antigas serão algumas das igrejas que já existiriam em Adaúfe nos séculos X e XI da nossa era. Por outro lado, para além da profunda antiguidade de alguns dos seus templos, temos que levar em conta a sua existência em elevado número, sabendo-se que nos finais do século XI, se poderiam contar em Adaúfe, pelo menos quatro igrejas, sendo uma a de um Mosteiro. 
Com o avançar do tempo, esta realidade foi-se alterando, nomeadamente devido *a anexação de algumas igrejas e à extinção dos conventos, não minorando contudo a enorme riqueza e importância da freguesia sob o ponto de vista da respectiva religiosidade.


     Mais Notas para a Nossa História


O seu povoamento remonta à época pré-romana. No Monte dos Vasconcelos, em Eiras, surgiram vestígios de um povoado da Idade do Bronze, datável de finais do 2.º milénio a. C.. As estruturas descobertas parecem corresponder aos alicerces e derrubes de um muro que rodearia a plataforma. 

A Quinta do Avelar era uma «villa» Romana, na qual foram detectados vestígios de muros, um possível aqueduto, celeiros de barro, colunas e uma lápide. Foram ainda recolhidos fragmentos de cerâmica comum, nomeadamente de ânfora, dolium e terra sigillata hispânica, e de cerâmica de construção, nomeadamente tegulae. 

A via medieval de Pedroso 2, da qual resta um caminho de terra batida, representa para alguns autores o traçado de via romana entre Braga e Chaves. Nesse local, existiu também um povoado da Idade do Ferro.• A instituição paroquial de Adaúfe é muito antiga. No século XI, já se contavam quatro igrejas na sua área. Recebeu carta de foral em 1258, passada por D. Afonso III quando estava em Coimbra.• Entre os séculos XVI e XIX, Adaúfe teve um grande senhorio, que se dedicou a uma exploração agrícola intensiva. De resto, a agricultura teve sempre fortes tradições na freguesia. 

A sua ordenação heráldica, publicada em 25 de Fevereiro de 1997, é a seguinte: «Armas - Escudo de azul, cinco flores-de-lis de prata postas em cruz. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas: “ ADAÚFE – BRAGA». 


Custódia e Cálice


O desenho das 5 flores-de-lis foi extraído de duas Peças Litúrgicas Belíssimas e Riquíssimas, da Base da Custódia e do Cálice da Igreja Paroquial. 

   Mosteiro Medieval de Adaúfe


Como noutras localidades – Tibães, Bouro, Rendufe, Vilar de Frades – também em Adaúfe, o mosteiro foi a instituição com mais prestígio mas hoje perdeu-se a memória dessa evolução, talvez porque estejamos perante um mosteiro que não conseguiu adaptar-se à transição dos tempos medievais para a época moderna. Deve ter desaparecido com as violentas crises do século XV, mas não se sabe porque se extinguiu.

Sabendo que Adaúfe era uma Villa entendida como unidade rural, fortalecida por volta do século IX com um repovoamento feito pelo bispo Ataulfo, mais tarde passou para as mãos de Mumadona. As únicas informações foram-nos transmitidas por Frei Leão de S. Tomás, para quem o Mosteiro de Adaúfe foi fundado em “ mil e setenta e tantos”.

Com base nos epitáfios sepulcrais, o mosteiro de Adaúfe terá sido fundado por “ dois ilustres casados”, Dom Nuno Odoris e sua mulher dona Adosinda Viscoy ou Giscoy, falecidos entre 1078 e 1085, respectivamente.

A doação de um tal Gonçalo Tauronis, de Moure, Póvoa de Lanhoso, à Sé de Braga, confirma a existência de um notário no Mosteiro de Adaúfe, o que lhe confere bastante prestígio, embora toda a documentação se tenha perdido.

Na linhagem de Adosinda encontramos o nome dos Sousãos e na linha destes a virtuosa abadessa do Mosteiro de Basto, Santa Senhorinha, falecida em 1 de Março de 977.

Entre o século XI e XIII pouco se sabe da vida deste Mosteiro de Adaúfe, mas as inquirições de D. Afonso II demonstram que o Mosteiro possuía searas e um total de 66 casais e pagava a voz e coima à Sé de Braga. O crescimento deste mosteiro faz com que, em 1220, possuísse direitos de propriedade em 22 freguesias, e em 1551 os seus interesses estendiam-se a 61 freguesias. A seguir a Tibães, o mosteiro de Adaúfe era o mais importante, seguido a grande distância pelo de Gualtar e Lomar.

Segue-se mais um século em que praticamente nada se sabe sobre o mosteiro de Adaúfe, com fomes e guerras independentistas que se prolongam pelos séculos XIV e XV.

Por volta de 1425, o Mosteiro de Adaúfe entrava numa fase de degradação, ao ponto do Arcebispo D. Fernando da Guerra pensar em aproveitar o imóvel para o transformar numa nova congregação, sob a designação de Lóios que acabou por ficar no antigo convento de Vilar de Frades, em Barcelos.

Até 1542, data da sua extinção, ainda se mantinham aí alguns monges e servia de casa de visitas frequentes do arcebispo que o reduziu a Igreja secular no dia 2 de Agosto de 1452.

A degradação comprova-se pela necessidade do arcebispo ter de fazer obras no Convento onde o arcebispo construiu uma nova residência para si, forçando alguns agricultores de Adaúfe a carregar materiais para as obras. Este trabalho forçado deu origem a uma queixa apresentada ao rei contra o arcebispo, em Setembro de 1439.

D. Fernando da Guerra morre em 26 de Setembro de 1467 e não sabe o que aconteceu ao Mosteiro convertido em Igreja secular. A Abadia de Adaúfe pertenceu mais tarde à ordem de Cristo e o seu património distribuído por vários senhores e delapidado.


   Toponímia da Freguesia


Primeiros topónimos da freguesia: foi do lugar das Sete Fontes, que foi a Reunião do Executivo Municipal dia 6 de Outubro de 1988, e Publicados em Edital Nº 106/88 Topónimos do Parque Industrial de Adaúfe: foram aprovados na Reunião do Executivo Municipal em 14 de Outubro de 1999 e Publicados em Edital Nº 234/99.
Foram criados 145 topónimos e aprovados em Reunião do Executivo Municipal em 6 de Outubro de de 2005 e Publicado em Edital Nº 225/2005.
Foram criados mais 10 topónimos e aprovados em Reunião Municipal em 22 de Novembro de 2007 e Publicados em Edital Nº 421/2007.

 

   Censos Histórico


   O Recenseamento Geral da População de Portugal é um censo realizado, com algumas excepções, a cada dez anos. Estas contagens periódicas começaram em 1864, no reinado de D. Luís, realizando-se nos anos acabados em 1 desde 1981.
  Os resultados deste recenseamento são usados para, por exemplo, o desenvolvimento de políticas públicas (ordenamento do território, etc.), a transferência de fundos do Orçamento de Estado para as autarquias locais e a atribuição proporcional de deputados à Assembleia da República a cada círculo eleitoral (distrito ou Região Autónoma).
   A entidade responsável pelos Censos é, desde a sua criação em 1935, o Instituto Nacional de Estatística (INE).

   Foram recolhidos pela Junta de Freguesia alguns registos muito antigos dos Cencos dos anos 1864, 1878, 1890 e 1900. Dados populacionais históricos de alguma notoriedade que representam as nossas origens.

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